Hoje a dona Arminda acordou com uma dor forte nas costas. Com três pinos nas costas, não é novidade. Tomou um tombo daqueles, ano passado, dentro de casa.
Ela fará duas operações, em março. Coluna e vesícula. Hoje, pela manhã, foi ao hospital dar uma olhada se o convênio já autorizou tudo, se a papelada está ok, estas coisas burocráticas.
Ela tem 76 anos e cinco filhos. Um dos netos, que vai casar em maio deste ano, está desempregado. Enquanto a esposa é gerente em uma loja de Mauá, ele lava carros e está conseguindo “tirar” R$1.200,00 por mês; cobra vinte reais para deixar o carro limpo e perfumado. Até recebeu uma proposta para trabalhar num lava rápido, mas ganharia um terço do que tira sendo “independente”. Não topou. Está há um ano e meio desempregado. Dona Arminda acha que é porque ele cursou só até o colegial.
Ele não quer comprar móveis à prestação, afinal, não quer se comprometer com dívidas.
A irmã dele concluirá o curso de Direito em junho. Ela fez estágio por dois anos em um banco, e agora trabalha em outro. Ela já pagou a formatura.
Dona Arminda é independente. Sai para vários lugares sem precisar de companhia. É sorridente e comunicativa.
Dona Arminda compartilhou comigo trinta minutos da sua vida e sua história, hoje, no ônibus que nos levava até o trem.








Leonardo Augusto Matsuda
/ 7 de fevereiro de 2009Alguém trocou altas idéias hoje com os velhinhos na condução de novo. rs =*
vinny.
/ 11 de março de 2009espetacular esse espaço novo, o texto é maravilhoso! já atualizei tudo lá no meu blog. BOA SORTE pra você aqui, ali, aí e em tudo.
Charô
/ 12 de março de 2009As pessoas podem ser fantásticas! Isso que eu sempre digo: quem anda de helicóptero não socializa. Vida longa à Dona Arminda.
Flavita
/ 24 de março de 2009O mundo precisa de Lidis para que as donas Armindas sejam mais ouvidas.
=*