[sem] dois

Toronto, 2010. Um ano difícil, e um sonho que só realizei porque ele estava comigo.

Esse domingo foi como um outro qualquer. Com preguiça, com cansaço. Mas também com uma tristeza. Foi o segundo Dia dos Pais sem ele. No primeiro fiquei sem rumo, e desta vez não foi diferente. Mas acho que o tempo e a velhice vão tomando conta do nosso coração, e tudo fica mais frio. A conta atrasada preocupa, o armário vazio te lembra que é preciso ir ao supermercado, e o ponteiro da balança te diz que é hora de se cuidar.

Pode ser uma data comercial pra você. Também era pra mim, até não poder mais abraçá-lo. Até ter um presente que eu tinha comprado pra ele lá em casa ainda, porque eu deixava sempre pra entregar depois. E depois. E depois.

E não deu tempo.

Quem me dera tê-lo em alguns quilômetros de distância. Eu queria ao menos ligar pra ele. Pra dizer que eu tô cada vez mais marrenta, pra tomar bronca por estar gordinha. Pra trocar um “bjo, te amo, eu tb, tchau”.

Ele faz muita, muita falta. Mas deixou uma coisinha preciosa aqui comigo.

Pai, eu te amo. Pra sempre.

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3 comments on this post.
  1. Anita:

    lindo isso …

  2. camis:

    como eles fazem falta na nossa vida…
    Vai fazer quatro anos que perdi meu pai, a gente fica mais calma, mas a ferida nunca cicatriza, sempre dá aquela dorzinha…
    que lindo o texto da Lars… me emocionei também.
    Força para todas nós.

    bjs

  3. Larsrock:

    Só fui ver que você me linkou após ver as origens de tráfego do blog HAHAHAHHAHAHA stalker <3

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