Junho, 2010. Estava eu em Toronto, feliz e saltitante adquirindo tão sonhados produtos eletrônicos, entre eles um netbook da HP na Best Buy.
Eis que, exatos um mês e dois dias, a bateria do bichinho morreu. A política da Best Buy era que em até 30 dias da compra, a responsabilidade era deles. Depois disso, só com o fabricante. Desesperei, porque não tinha comprado a garantia internacional, e voltaria em uma semana para o Brasil.

#classemedia tira foto em frente às lojas... E pira kkk!
Well, o único jeito foi ligar no SAC da HP de lá. Com atendentes direto da India, gastei meu inglês por telefone, tentando ser entendida e atendida. Após um bom tempo de ligação, o atendente disse “envie seu notebook, que nós analisaremos”. Reforcei que sairia do país em breve, e ele me prometeu resolver o mais rápido possível.
Recebi uma notificação na hora, por e-mail, pra enviar o produto sem custo e… tcharãn! Lá estava meu notebook consertadinho em casa, um dia antes de voltar ao Brasil.
A única coisa que pensei na hora foi: “nossa, a lei de direito ao consumidor deve ser muito rígida por aqui”. E sabem o que a minha host mom respodeu? “Nada de leis rígidas. As marcas respeitam porque sabem o que significa fidelidade”.
E é isso que eu vejo acontecer pouco ou quase nada por aqui: quando a @jodambros fica na mão mais de três meses sem serviço da Telefonica, o @felipesimon compra passagem na Decolar e registra queixa no Reclame Aqui, meu tio compra um carro zero e, após 1500 km, o motor funde na garagem… Enquanto isso, azar do consumidor, né? A Jo que se vire pra trabalhar sem internet, meu tio que se vire e peça carro emprestado… E por aí vai.
Há dois anos, contratei um Consório automotivo do Itaú pela internet. Atentem-se ao pequeno detalhe que, na época, eu era funcionária da grandiosa instituição bancária. Fui semana passada numa agência bancária para alterar meu endereço, e a atendente informou que eu teria que ligar na central do Consório. Ok, e lá fui eu ligar pra central do produto… E ser orientada de que esse tipo de alteração é feito apenas na agência.
Cadê treinamento? Cadê se colocar no lugar do consumidor? Cadê pensar no meu lado, que nunca atrasei uma maldita parcela? Cadê imaginar que eu posso ficar sem carro mais uns bons dias? Já tive a santa sorte de a Chevrolet finalmente entregar o carro na concessionária… E agora é o banco que me deixa na mão. É uma patotada atrás da outra que, no final, faz toda a diferença sob o produto.
Amanhã eu vou na agência sim. Não só pra alterar o endereço do Consório, mas também para cancelar meu cartão de crédito e mais alguns produtos, além de solicitar a alteração da agência. Eu acredito que o Itaú faz muitos trabalhos bacanas, inclusive já vi e participei de perto, mas realmente o atendimento têm deixado a desejar. Não apenas deles, mas de muitas empresas que não estão nem aí porque, afinal, você vai continuar comprando com eles. Você vai deixar isso pra lá, vai xingar muito no Twitter mas não vai ter tempo de cancelar sua conta bancária, de registrar uma reclamação, etc etc etc.
Tô bem de saco cheio, e esse post foi um bom #prontofalei