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Enchentes: a culpa é de quem?
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janeiro 20th, 2010Cidade, Fotografia, TransporteEu nunca tinha sofrido por causa de uma enchente. Até ontem.
Após quatro horas em pé, esperando o ônibus no terminal urbano de Santo André, cidade onde seus habitantes pagam taxa de manutenção do sistema de drenagem (conhecida também como “taxa antienchente“), vi isso:
Parece piada, né? Esta taxa está em vigor desde 1998, veja só. E mais: conversando com várias pessoas que estavam comigo na fila do ônibus desespero, soube que esta situação caótica é frequente na cidade. Choveu, o rio transborda. Triste.
Blue Bus e o Terra (no vc repórter) publicaram minha foto. Enviei como uma forma de denúncia, mas quer saber mesmo o que penso? Não adianta culpar somente prefeito, governo, Estado: a responsabilidade é de cada um que joga lixo na rua E também de todos (inclusive você e eu), que permitimos que isso aconteça.
Perto da minha casa tem um córrego onde as pessoas sempre jogam entulho. Nós ligamos para a prefeitura, que prontamente vai lá e limpa o local. E no dia seguinte? Tem lixo de novo.
O que fazer, neste caso? A culpa é de quem?
Cinco horas depois, cheguei em casa.
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Geisy no país da hipocrisia
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Então tá. Nos últimos dias a Uniban, com a ajuda dos seus queridos alunos, ofereceu para todo o planeta Terra (pois é) aulas gratuitas sobre moralidade, ética, princípios. Aprendemos o verdadeiro significado da palavra hipocrisia.
E graças ao episódio, o New York Times tirou um sarro da nossa cara verde e amarela.
“Although Brazil is known for its skimpy attire, especially in beach cities, most college students dress more modestly on campus — commonly in jeans and T-shirts. Some students had complained that Arruda seemed out of place in her revealing clothes, Brazilian media reported”. NYT, 2009.
Numa tradução tosca, é mais ou menos assim: apesar do nosso país ser conhecido pelas roupas “pequeninas” (skimpy é isso?), principalmente nas cidades de praia, as pessoas vão com roupas mais comportadas pra faculdade (como jeans e camisetas).
Ah tá, queridinhos. Então quer dizer que eu ia de biquíni pra faculdade? Claro, né. ¬¬A Thais Rensi (de quem, aliás, adoro os textos) publicou uma nota no Blue Bus sobre o caso. Não aguentei, e dei meu pitaco também.
Confesso que, por muitos momentos, senti dó da menina por ser hostilizada. Ela diz que ficou traumatizada com o caso e eu me sensibilizo profundamente… E, de repente, ela faz uma coisa dessas.
Para uma pessoa traumatizada, até que ela está bem alegre, né?Já passaram a mão em mim no metrô. Eu estava de jeans e camisa e não de vestido curto (se é que isso importa), mas mesmo se eu estivesse de vestido curto, ninguém teria o direito de fazer isto, certo?
Eu me senti horrível, a pior pessoa do mundo. Não queria sair de casa, e até hoje me sinto mal só de lembrar. E aí, assim, penso que não devo ser a única a saber que um trauma, quando real, demora pra passar (se é que passa).Dificilmente algo justifica uma agressão seja ela física ou verbal. Ainda mais neste caso, onde o que mais vemos hoje em dia são mulheres semi-nuas na rua. Coisa normal.
No fim, acho que concordo mesmo é com esse comentário que vi em um dos vídeos.

Brasileiro se orgulha tanto de ser o país da “festa dos pelados” e depois fica com #mimimi por causa de um vestidinho?
Parabéns, Geisy. Te vejo na próxima edição do Big Brother Brasil – ou da Playboy, quem sabe.
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Como ser um bom fotógrafo?
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setembro 28th, 2009GeralAcabei de ver no Blue Bus essa ilustra do Marcelo de Andrade. Sensacional! :)

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