É, amigos, ando sumida.
Além de revezar minha vida entre muito trampo, faxinas e gatos (e que não posso reclamar de nada), especificiamente este é um mês muito triste. Além de ter o dia dos pais, dia 31 é o aniversário do meu véio.
Dia dos pais é aquela “data comercial e blablabla”. Aquela data que você não tá nem aí até perder o seu pai e não ter ninguém mais pra abraçar, pra comprar um presente, pra dar risada. Aquele dia que é dele, só dele, que agora está muito longe daqui. E qualquer coisa, por mais simples que seja, te faz lembrar. Dos momentos bons, das alegrias… e de como ele faz falta.
Ano passado fui comer aquele strogonoff bom que ele fazia. E este ano? Este ano eu fiquei perdida.
E dia 31 será mais um dia desses. Um dia em que eu vou lembrar que ele comemoraria mais um ano de vida, ligaria mais uma vez pra dizer o quanto estava feliz… Terminaria a ligação com um “eu te amo”, e ouviria um “eu também”. Ele faria 53, e certamente eu tentaria alguma piada infame com isso.
A pior perda do mundo. Nada define melhor a dor do que essa frase. Perder quem a gente mais ama nesse mundo, que faz tudo por nós, é a dor mais profunda que pode existir. Ao menos, é o que eu sinto.
E essa perda também me fez ser mais forte, mais guerreira, mais confiante. E me fez acreditar que nada, além dessa perda, não tem solução. Nada é pior, nada é a coisa mais horrível do mundo, nada é irreversível e nem tudo é prioridade zero.
E que cada segundo da vida deve ser aproveitado como se fosse o último.












