Num belo domingo fui tomar breja na casa de uma amiga (e, por acaso, ex-chefe) e conheci um pessoal super bacana. Eis que uma das meninas indica a leitura de Persépolis, enquanto outros indicam filmes, passeios.
E então eu li, chorei e me apaixonei.
Persépolis é uma autobiografia em quadrinhos de Marjane Satrapi, jovem nascida no Irã em 1979. Simples e emocionante, comovente, especial. Li os quatro volumes de uma vez (a imagem é do livro com todas essas edições).
Persépolis virou filme em 2007, e ganhou até indicação ao Oscar e prêmio Juri no Festival de Cannes. Segundo Pedro Doria, “Os quadrinhos – e agora, possivelmente, seu filme – são peças essenciais para compreender o Irã contemporâneo”.
Para entender o que é perder parentes e entes queridos, deixar amigos e família, ser solitária, ser vítima da guerra, ter coragem e fé, recomendo a leitura. Ainda não assisti o filme, mas neste domingo terá uma edição especial (inclusive com café da manhã) no Reserva Cultural (Avenida Paulista, SP).

E aproveito pra registrar também que, definitivamente, Lula não seguiu os conselhos primários que recebemos dos nossos pais: não ande com más companhias. Que história é essa de receber Mahmoud Ahmadinejad? Não, esse cara não recebe meu respeito.
Respeito e admiração aqui? Só Persépolis 2.0, Sr. Lula.






